Em
1982 a historiadora joinvilense Elly Herkenhoff deu início à
tradução das listas de imigrantes constantes do acervo
do Arquivo Histórico de Joinville, visando atender à crescente
procura de informações por parte de descendentes daqueles
imigrantes.
Já no ano seguinte, D. Elly ensinou-nos o trabalho, que passamos
a desenvolver sistematicamente, conforme sua orientação.
Em um caderno alfabetado, registrava-se a mão: sobrenome e nome
do imigrante, profissão, se veio com esposa, número de
filhos, região de procedência, nome e ano do navio. Este
sistema, contudo, obrigava-nos a consultar os originais à procura
de dados complementares tais como: cidade de procedência, nome
e idade da esposa e dos filhos, etc., manuseio que por outro lado comprometia
a preservação dos originais.
Passamos então a ampliar a tradução, registrando
todos os dados em fichas, ordenadas alfabeticamente. O pesquisador tinha,
assim, acesso direto às informações no fichário.
Observamos, no entanto, que este método “quebrava”
o conjunto da lista de um navio, dificultando, por exemplo, que se tivesse
uma visão do número de imigrantes de uma mesma cidade
ou de profissionais de determinada categoria. Por esta razão,
refizemos o trabalho, datilografando todas as listas com uma única
alteração: os nomes foram ordenados alfabeticamente. A
chamada “ficha técnica” do navio, com os dados de
saída e chegada, nome do capitão, número de passageiros,
nascimentos e falecimentos a bordo foi montada por nós de maneira
a dar ao pesquisador uma visão melhor de tais dados, não
constam desta forma das listas.
O trabalho de tradução foi feito e refeito várias
vezes ao longo dos 15 anos. À medida que novas situações
se apresentavam, fomos adequando as listas já traduzidas, acrescentando
dados que, à primeira vista, nos passaram desapercebidos.
No final de 1998, após a tradução da última
lista, procedemos, agora já contando com a ajuda de mais uma
tradutora de alemão, Helena Remina Richlin, à completa
revisão da tradução, digitação, bem
como, uniformatização da seqüência dos dados.
A designação J e L (ou respectivamente B) após
cada nome é de extrema importância, visto que esta sistematização
designa em que lista está registrado o imigrante, assim podemos
saber a procedência e o destino do imigrante.
Maria
Thereza Eliza Böbel